REVOGADA PELA LEI COMPLEMENTAR Nº 159, DE 29 DE SETEMBRO DE 2015

 

LEI Nº 3.123, DE 14 DE NOVEMBRO DE 2000

 

TRANSFORMA OS MOTORISTAS AUXILIARES DE VEÍCULOS DE ALUGUEL A TAXÍMETRO EM PERMISSIONÁRIOS AUTÔMONOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

 

Autores: Vereadores: Pedro Porfírio, Rosa Fernandes, Edson Santos, Fernando Gusmão, Agnaldo Timóteo, Paulo Cerri, Leila do Flamengo, Índio da Costa, Eliomar Coelho, Alfredo Sirkis, Luis Carlos Aguiar, Gilberto Palmares, Jurema Batista, Adilson Pires, Waldir Abrão, Alexandre Cerruti, Luiz Carlos Ramos, Jorge Leite, Ely Patrício e Antonio Pitanga.

 

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 

Art. 1º Ficam os motoristas auxiliares de veículos de aluguel a taxímetro a que se refere o Decreto "E" nº 3.858 de 12 de maio de 1970, alterado pelo Decreto "E" nº 7.716 de 07 de janeiro de 1975, transformados em permissionários autônomos de veículos de aluguel a taxímetro.

 

§ 1º Só terão direito às permissões referidas nesta Lei, os motoristas auxiliares que estiverem cadastrados e em efetiva atividade no Município até o dia 30 de abril de 2000, ainda que tenham sido excluídos pelo permissionário até seis meses antes.

 

§ 2º A transformação prevista neste artigo será efetuada por etapas, num prazo de vinte meses, assegurando-se a cada mês o mínimo de cinco por cento da liberação das permissões, observando-se a seguinte ordem de prioridade:

 

a) os que tenham sofrido represália ou perseguição ou estejam expostos a retaliações por participarem das manifestações em favor da presente Lei, desde que comprovem tal condição, através de testemunho dos líderes reconhecidos pela Secretaria Municipal de Transportes Urbanos - SMTU ou por documentação e provas baseadas em matérias dos jornais diários;

b) os que tiverem mais de cinqüenta anos de idade;

c) os profissionais casados, por ordem, com maior números de filhos;

d) as viúvas e dependentes de policiais, bombeiros e guardas municipais contemplados pela Lei nº 2.688, de 30 de novembro de 1998;

e) os de matrícula mais antiga.

 

§ 3º Em cada uma dessas categorias, terá prioridade o que apresentar proposta de aquisição de veículos mais novos.

 

§ 4º Os proprietários de veículos que alugam apenas a permissão tornam-se automaticamente titulares das mesmas mediante requerimento à SMTU, no qual comprovem essa condição.

 

Art. 2º Fica proibido ao permissonário autônomo contratar motorista auxiliar. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Parágrafo Único. Excluem-se dessa proibição os permissionários autônomos impossibilitados fisicamente de trabalharem, em caráter permanente ou temporário, as viúvas e beneficiários não habilitados e as viúvas de policiais, bombeiros e guardas municipais contemplados pela Lei nº 2688/98, os quais poderão ter um profissional contratado no forma da legislação trabalhista e conforme o artigo 5º desta Lei, o qual poderá ser autorizado a trabalhar pela SMTU como seu substituto, em caráter precário. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Art. 3º Os atuais permissionários individuais perderão essa condição se não comprovarem, no prazo de trinta dias que estão trabalhando efetivamente na praça ou que não o fazem em face dos casos previsto no Parágrafo Único do artigo 2º desta Lei. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Art. 4º Somente poderão concorrer à distribuição, por qualquer meio de novas permissões, motoristas auxiliares em atividade há dezoito meses, no mínimo, contados retroativamente da data da publicação desta Lei. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Art. 5º As empresas de serviço de transporte de passageiros em veículos de aluguel a taxímetro legalmente constituídas, só poderão contratar motorista como empregado na forma do artigo 10 do Decreto "E" nº. 3.858 de 12 de maio de 1970. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Parágrafo Único. As empresas que se habilitaram como locadoras de veículos a taxímetro ficam obrigadas, no prazo de noventa dias, a restabelecerem a finalidade contratual de empresas transportadoras de passageiros a taxímetros, sob pena de perderem suas permissões por não se enquadrarem no disposto no Decreto nº 3858/70 e nos dispositivos da Constituição Federal e da Lei Orgânica do Município sobre serviços públicos permitidos. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Art. 6º A partir da vigência desta Lei, os permissionários autônomos não poderão transferir sua permissão, assegurando-se sua sucessão nos termos do Decreto nº 1286, de 13 de novembro de 1977. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Parágrafo Único. A comercialização ou aluguel da permissão, ainda que de forma camuflada, será capitulada como estelionato, nos termos do Código Penal. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Art. 7º Os beneficiários desta Lei terão o prazo máximo de seis meses para início de exploração do serviço permitido. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Parágrafo Único. Resguardados os direitos referentes àqueles em circulação, a partir da vigência desta Lei, somente será concedida permissão para utilização no serviço de aluguel de automóveis a taxímetro a veículos de quatro ou cinco portas, com o máximo de cinco anos de fabricação e dotado de aparelho condicionador de ar. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Art. 8º Fica estabelecida a obrigatoriedade de utilização de gás natural combustível pelos veículos de aluguel a taxímetro - táxis - de propriedade de empresas de qualquer natureza ou autônoma, neste último caso quando registrada a posse de mais de três veículos. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

§ 1º A obrigatoriedade de que trata o caput deste artigo tem vigência imediata para os novos táxis a entrarem em circulação. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

§ 2º Os veículos atualmente em circulação dispõem do prazo improrrogável de cento e oitenta dias para realizar a conversão ao uso do gás combustível. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

§ 3º O Poder Executivo estabelecerá as normas de fiscalização e as sanções a serem impostas às infrações aos disposto nesta Lei. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

§ 4º Fica o Poder Executivo autorizado a firma convênio com entidades públicas ou privadas para oferta de financiamento aos proprietários autônomos de táxis que optem pela conversão ao uso de gás combustível. (Dispositivo revogado pela Lei n° 4.000, de 14 de abril de 2005)

 

Art. 9º A partir da vigência da presente Lei, a SMTU procederá anualmente o recadastramento dos veículos permissionários, procedendo a substituição das permissões cessantes mediante seleção precedida de provas definidas em regulamento próprio a ser editado pelo Poder Executivo.

 

Art. 10 Fica proibida pelo prazo de dez anos a contar da data de publicação desta Lei, a distribuição pela Prefeitura, a qualquer título ou condição, de novas permissões para exploração do serviço de aluguel de veículo a taxímetro.

 

Art. 11 Fica revogado o § 5º do artigo 6º do Decreto "E" nº 3.858/70, alterado pelo Decreto "E" nº 7. 716/75.

 

Art. 12 Está Lei entrará em vigor na data da sua publicação revogadas as disposições em contrário.

 

LUIZ PAULO FERNANDEZ CONDE

PREFEITO MUNICIPAL

 

Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial de 17/11/2000.